October 17, 2006

Um segredo bem escondido - III

Continuando um processo de progressiva acalmia do seu estilo, os Last Days Of April entram depois de Angel Youth numa fase bastante colada ao shoegazing, abandonando de vez a forma como as guitarras eram encaradas no seu "emo-estado-inicial".

Ascend to the Stars é, até à data, o álbum perfeito dos Last Days Of April. Aproveitando o que de melhor tinham feito no álbum anterior, conseguem ao quarto álbum (descontando dois EPs pelo meio, o segundo omitido nesta compilação por mero lapso - de seu nome The Wedding, e edição entre o segundo e o terceiro álbum) a sua obra-prima, construída à volta de uma maior fragilidade da voz de Karl Larsson e de arranjos mais calmos e melodiosos.

Aqui encontramos a perfeita conjugação entre juventude e maturidade, esperança e infelicidade, sol e frio - afinal dicotomias presentes até no nome da banda, basta imaginar o que representam os últimos dias de Abril para um sueco...

No entanto, a banda provou com o álbum seguinte estar num beco sem saída em termos de criatividade. De facto, If You Lose It limita-se a repetir a fórmula apresentada em Ascend to the Stars, e, como qualquer repetição e tentativa de imitação, fica aquém do seu original, isto apesar de ter os seus momentos (ou não tivessem já os Last Days Of April provado serem músicos competentes e bons escritores de canções).

A ouvir com atenção faixas como "All Will Break" (Ascend to the Stars), "Angel Youth" (Ascend to the Stars), "Playerin" (Ascend to the Stars), "Piano" (Ascend to the Stars), "It's On Everything" (If You Lose It).

3 comments:

a star was born said...

Por um Rivoli abrangente e que continue a ser um espaço municipal que cruze diferentes tipos de espectáculos e públicos, o manifesto e a petição:

http://www.juntosnorivoli.com/

Um abraço.

filipa said...

sou mega fa dos last days of april, e inclusive ja os vi ao vivo na zdb.
espanta-me que mais pessoas nao falem deles e que com tantos discos editados continuem como dizes "um segredo bem escondido"...

mago said...

Também eu estive nesse concerto na ZDB, foi uma oportunidade única de os ver ao vivo e ainda bem que a aproveitei. Se ao ouvir os álbuns dos LDOA já se sente qualquer coisa de especial, vê-los ao vivo cria uma aura difícil de passar para palavras. Mas tu com certeza que sabes o que quero dizer.