December 21, 2006

18 boas razões



... para NÃO comprar Best Of's (ou compilações no geral):



1 - As canções que constam da compilação já foram todas editadas antes. Ou todas excepto uma...
2 - Num Best Of, as canções são melhores do que o quê?
3 - São melhores segundo quem?
4 - Normalmente estão fora da ordem cronológica, perdendo-se assim a óptica evolutiva da banda.
5 - Normalmente só estão incluídos singles. Quer dizer que estes são sempre as melhores músicas dos álbuns donde são retirados? Ou só as mais comerciais?
6 - Se são só singles, qual a necessidade de terem (ainda) mais exposição e tempo de antena?
7 - Se são só singles, já são todas conhecidas. Não será a tendência natural "Esta já conheço, next", "Next", "Next"... "O quê, já acabou?"?
8 - Normalmente as canções mais giras nunca estão em nenhuma compilação.
9 - Supostamente são para os fãs "die-hard". Não é suposto esses fãs terem todos os álbuns da banda?
10 - Raras são as bandas / artistas que têm só um Best Of, o que nos pode fazer divagar sobre a dicotomia (re)visão histórica versus lucro.
10 - Se é o melhor que a banda fez, qual a motivação que fica para descobrir o resto da obra, sabendo de antemão que (supostamente) não há melhor que aquilo?
11 - Custam sempre mais que 20 euros. (Praticamente) Nenhum álbum de originais custa tanto.
12 - Normalmente o artwork presente no booklet ou na capa é nulo. Tal como a presença das letras.
13 - É habitualmente um sinal de decadência. Raros são os casos de Best Of's no auge de uma banda.
14 - Não são álbuns, na medida em que não têm uma visão artística.
15 - O pior álbum de originais de uma banda consegue ser melhor que o seu Best Of.
16 - Saem no Natal. É sempre de desconfiar de alguma coisa que saia regra geral no Natal.
17 - Nada contra os U2 (óbvia inspiração para este post). Mas há mesmo necessidade de / razões para compilações de 4 em 4 anos?
18 - Como diria John Cleese em Life Of Brian, "What's the point?!"?

6 comments:

joao said...

odeio os u2. odeio o bono. ja agora, acrescento, odeio o sting

Kraak/Peixinho said...

Este post está genial! :)
Subscrevo as palavras do João, como ele sabe :) Hehe!

Hugzz!

ana said...

Também acho que não há mesmo interesse nenhum em comprar Best-Of´s pelas razões que apresentas... mas por acaso este ano comprei um que foi o Poplastik dos Pop del Arte, não tinha nenhum álbum deles, este para mim valeu a pena.

E já agora, também odeio os U2 e o Sting :)

O Puto said...

Também não gosto muito desses The Very Worst of's, apesar de possuir alguns que adquiri em low price como forma de descobrir bandas e artistas. Há compilações melhores que essas que apenas açambarcam os singles.
Já repararam que, de há uns anos para cá, talvez por força da crise da indústria discográfica, é raro um grupo/artista, com mais de 5 anos de carreira, que não tenha um best(a) off?

mago said...

Era precisamente o ponto que o Puto refere que tentei tocar com este post. Haverá razões para (tantas) compilações deste tipo para além da pressão exercida pelas editoras? I think not.

PS - em relação aos U2, também odeio aquilo em que eles se tornaram. Álbuns como Boy, October, War ou The Unforgettable Fire é que não dá para odiar ;)

PPS - já em relação ao Sting, só abro excepção para a obra-prima The Soul Cages, que ainda assim só foi conseguida pelas condições em que foi escrita e gravada (os seus pais tinham morrido os dois algum tempo antes).

Leonardo said...

A única razão que justifica os "the best of" é a mercadológica, para "apresentar" determinada banda para um público que ainda não a conhece.
Por aí até vai, embora eu prefire escutar um cd normal, com músicas boas e também ruins, para ver se mesmo essas ruins são de uma qualidade suficientemente boa para se ter uma avaliação da banda.
Mas pior que "The best of" é lançar um "the best of" depois de outro "the best of", como fez recentemente o tal do Robbie Willians .